sexta-feira, 19 de abril de 2013



Como montar uma Rádio FM

O primeiro passo, fundamental, será entrar em contato com um técnico de eletrônica, um engenheiro em telecomunicações ou uma pequena empresa, isto é, as fontes que vão construir e/ou vender o transmissor e a antena. Além disso, vão fornecer orientação em relação ao que é possível ou necessário fazer em relação à abrangência que você pretende atingir (1Km, 5, 10, 30 km ou mais). Também vão aferir as frequências vazias no dial FM, Freqüencia Modulada, diferente do sistema AM, Amplitude Modulada. A diferença essencial entre os dois sistemas fica a cargo do comprimento de onda que se transmite, para que o sinal vá mais longe, sem que outro sinal que atrapalhe. E finalmente, poderão orientar também quanto aos equipamentos que irão compor o seu estúdio. O necessário para se montar uma rádio de baixa potência em FM varia em função do dinheiro que se dispõe e dos equipamentos. Podemos dizer que o mínimo, imprescindível para uma intervenção, é o transmissor, a antena e um cabo que leve o sinal de um ao outro. Com isso, será possível gerar na frequência escolhida um sinal mudo. A potência do transmissor recomendável varia de 10 watts a 100 watts.
Para produzir a mensagem sonora é recomendável uma mesa de som (de 4 a 8 canais) ou um mixer de áudio (de 2 a 4 canais), 2 CD players, 2 toca-discos, 2 microfones, 1 tape deck e cabos para ligar tudo na mesa ou no mixer. Tudo isso pode ser adquirido aos poucos, mas a mesa (ou mixer) é o início, pois irá receber o som do microfone e do Cd ou toca-discos. Estes também são fundamentais, pois permitem que se fale e toque as músicas. Rádio é fala (ao vivo ou gravada) e som (músicas, fundos musicais, efeitos sonoros). Então, esta parte deve variar de mil à 3 ou 4 mil. Varia em função de um estúdio mais completo ou não, e também da qualidade , das marcas dos aparelhos, se são novos ou usados... Do mixer sai um cabo que leva o som até o transmissor ( em geral é do tamanho de um computador). Outro cabo (RGC-213) sai do transmissor e vai até a antena e, deste modo, o som vai para o ar.
Quanto ao financiamento para tudo isso, pode ser obtido de várias formas, desde que isto não interfira na independência em falar e tocar o que quiser. Não se esqueça: o Rádio é um instrumento poderoso, muito interessante para partidos ou templos - não significa que não possa haver debates políticos (entre vários partidos) ou programas religiosos (desde que, na emissora, várias crenças se façam presentes), caso contrário, sua rádio pode se tornar uma forma de manipular pessoas e dominar massas. Se o grupo que vai fazer a rádio é de algum grêmio estudantil, centro acadêmico, sindicato, ONG, ou qualquer tipo de organização com renda, fica mais fácil. Basta escrever um projeto da rádio, explicando seus propósitos e convencer a todos da sua importância. Se não houver esse tipo de suporte, pode ser feita uma arrecadação coletiva entre o grupo que irá tocar a rádio (quanto mais gente mais barato, além da rádio ficar mais interessante por ser mais plural na representação das idéias). O grupo também pode se organizar para vender adesivos e camisetas da futura rádio, rifas ou ainda organizar festas beneficentes à rádio.

Equipamentos necessários

A peça mais importante, o “coração da rádio”, é o TRANSMISSOR, o aparelho que irá gerar o sinal eletromagnético que viaja até o receptor (no caso, o rádio do ouvinte). Se você tiver um Transmissor de FM em mãos, praticamente já tem uma rádio, pois pode-se construir facilmente uma antena e pode-se usar apenas um rádio do tipo 3 em 1 (compact disc, tape deck e long play, isto é, cd, fita e disco) com uma entrada de microfone para para gerar todo o áudio básico para a programação (música e locução). Se você não tiver um transmissor, terá de arranjar um ou mesmo construí-lo. Pessoas com um certo conhecimento de eletrônica e rádio freqüência (RF) podem construir estes transmissores a um preço bastante acessível, mesmo que estes não sejam muito estáveis ou tenham baixa potência. De fato, transmissores eficientes e de potência elevada não são fáceis de construir, necessitam de componentes eletrônicos especiais para RF, e pessoas com experiência e boa habilidade para construí-os, para que o sinal não se dissipe em outras ondas, que não a já escolhida (existem centenas de projetos de transmissores de FM na Internet). O transmissor (ou txr) é o único componente ilegal, e não tem que estar em funcionamento para torná-lo ilegal: a simples posse de um txr é crime, e tais leis são fartamente divulgadas. Txrs podem variar em tamanho e podem ser poderosos, alguns ajustes poderão transformar o poder do txr de 1 watt para 100 watts. Este tipo de txr é suficiente para cobrir qualquer cidade grande dependendo apenas da forma como sua antena é fixa, e a baixo custo.
Um txr sempre deve ser conectado a uma antena ou uma carga de bobo, o que ajudará evitar a queima de transistores. Txr's aceitam entradas linha standard, significando que eles não precisam de amplificadores para os dirigir, isto é, há um modulador na primeira fase do txr, esta fase é seguida por um encoder de estéreo (se provido): este encoder mistura o estéreo sobre o oscilador, isto é, há um condensador variável nesta fase em que a freqüência do sinal normalmente é criada, que poderá mudar a freqüência com o apoio de alguns Mhz. A próxima fase normalmente é um “pára-choque”, isto não aumenta poder, estabiliza o oscilador que impede a troca de freqüência depois que as fases do amplificador forem conectadas em série. A quantia de fases do amplificador pode diferir em txr's diferentes, mas isto normalmente segue uma sucessão de 1 fase de watt, 5 watts organizam, e estão para a fase de produção de cerca de 15 a 50 watts. A fase de produção busca quase sempre uma fase de filtro que isola os harmônicos, que permitem uma antena que afina a unidade (A.T.U). O whitch afina a antena para o txr. Todos estes componentes e fases são escondidos dentro da caixa de sheilded, e, a menos que algo esteja errado, nunca deveria precisar de ser ajustado. Mudar a freqüência de um txr não é tão simples quanto mudar a freqüência de um receptor, como mover o dial. É tão complexo que só deve ser manipulado por uma pessoa capacitada e de confiança. Há um botão de variação na tábua do oscilador e, quando ele é movido no movimento horário ou anti-horário a freqüência pode ser mudada em alguns MHz para cima ou para baixo. Isto parecerá ter mudado sua freqüência em um rádio perto, mas longe talvez não haja nenhum poder de saída. Logo você terá que afinar cada fase de amplificador à freqüência nova, e isto é feito tampando um 40 watt blub claro ou metro de potência e carga de bobo no plug aéreo. Comece afinando a primeira fase de ampère até chegar na última, e repita isso algumas vezes: pare sempre quando obtiver leituras de máximo do blub claro ou metro de potência. Passando então para a próxima fase, sempre tentando obter leituras de máximo. Nesta fase seu transmissor estará trabalhando a plena potência na nova freqüência. É aconselhável virar a potência da fase de produção para aproximadamente 5%, isto dará uma vida de funcionamento mais longa ao transistor de produção, pois não estará funcionando a nível máximo todo o tempo. Transmissores devem ficar em áreas frescas: se seu txr não tem um ventilador interno (ventoínha) e esquenta muito num período de cinco minutos, você pode precisar colocar um ventilador comum perto dele para mantê-lo frio. É aconselhável desligar os transmissores antes de fazer qualquer trabalho aéreo, convém instalar um pequeno interruptor para evitar imprevistos. Qualquer pessoa pode comprar um transmissor de FM de baixa potência (até uns 250W) e existem vários fabricantes no Brasil.
A função do transmissor é transformar o sinal elétrico, proveniente da saída de áudio de um aparelho (como a saída para fone de ouvido de um walkman, por exemplo), em um sinal eletromagnético, que contém, de forma codificada, a informação do áudio original. Para saber mais, procure estudar algo sobre técnicas de transmissão em RF ou tipos de modulação em RF. Este sinal eletromagnético é distribuído no espaço através da antena, que deve ser alimentada através de um cabo coaxial de 50 ohm, diferente do tipo usado para televisões, pode ser comprado em qualquer boa loja de equipamentos elétricos. O cabo coaxial está disponível em diferentes tamanhos, que dependem da potência que você vai utilizar: quanto mais pesado for o cabo melhor, pois deixará vazar menos radiação reduzindo a interferência local. Tome todo cuidado quando estiver trabalhando em antenas no topo do telhado, pois os acidentes não fazem parte do projeto.
Antenas não são difíceis de fabricar, utilizando sucatas de alumínio e madeira e elas funcionam satisfatoriamente. Mas a maioria dos provedores aéreos o poderá prover com antenas de faixa de radiodifusão comerciais. Tenha certeza que você está adquirindo uma antena projetada para radiodifusão e não para recepção, pois provavelmente não será adequada a seu transmissor e poderia danificar seu txr, a ideal será uma que tenha 50 ohm de impedância. Um tipo comum é um dipolo dobrado, este tipo é muito estável e cobrirá a faixa de radiodifusão de 88 a 108 MHz, também aumentará seu sinal por 3 vezes, isto significa se seu txr tem uma produção P.E.P (poder de emissão de cume) de 30 watts, usando este tipo de antena você pode adquirir um E.R.P (poder radiado efetivo) de 90 watts. Também usando dois ou mais dipolos dobrados em paralelo. Conectados, junto com matchers, o E.R.P pode ser aumentado. Dipolos dobrados são apenas um tipo de antena, você também poderia usar um meio dipolo de onda ou uma viga dependendo para onde você quer irradiar o sinal.  Você deve conferir se sua antena está trabalhando bem e se seu transmissor está corretamente conectado a um metro de S.W.R em série entre eles pois isto lhe dará uma idéia se está seguro manter o txr conectado naquela antena.
Uma observação técnica muito importante deve ser feita a esta altura do texto. É necessário um bom "casamento de impedância"  entre a antena e o transmissor. Impedância é a medida da capacidade de resposta de um cirquito elétrico percorrido por uma corrente alternada (a magnitude da impedância é dada pela raiz quadrada da soma dos quadrados da resistência e da reatância associadas ao cirquito). Este "casamento" é importante, não só para se garantir o máximo rendimento do circuito, como também proteger o transmissor contra possíveis sobrecargas (ondas harmônicas, refletidas, etc). Acerca das configurações de uma rádio, quatro itens são comuns aos três tipos possíveis. São eles: o transmissor, a antena, o cabo coaxial da antena e um rádio receptor (retorno). Chamamos de "retorno" um rádio que fica no estúdio, sintonizado na mesma freqüência de transmissão e serve para se ouvir o que está sendo transmitindo. Agora apresentaremos as três opções de configuração de equipamentos para se montar uma rádio:
  • MODELO A - Configuração mínima.
Para esta configuração você vai precisar apenas dos quatro itens básicos acima descritos, um rádio do tipo 3 em 1, com saída de áudio auxiliar ou saída para fone de ouvido e um microfone. Ao invés do rádio, você pode utilizar um computador, ligando a saída da placa de som ao transmissor. Pode-se ligar um microfone ao computador e usá-lo para tocar CDs e arquivos de áudio como WAVE e MP3. Liga-se a saída de sinal do rádio no transmissor e usa-se o rádio para gerar o áudio (musica, locução, etc.). Esta configuração é mostrada no esquema abaixo:
  • MODELO B - Modelo Intermediário (modular).
Para este modelo, utilizamos equipamentos modulares, ou seja, um para cada finalidade. Será preciso de um mixer ou mesa de som (“misturador” de som), um cd player, um tape deck, um toca disco e um microfone. Na verdade, poderia usar apenas um tape, se a sua intenção for tocar apenas fitas K7 ou somente o cd player, se for trabalhar apenas com CDs. Ligam-se os equipamentos de áudio no mixer ou na mesa de som e a saída da mesa é ligada ao transmissor, como mostra o esquema abaixo:
  • MODELO C - Relativamente Sofisticado.
Este modelo pode ser considerado apenas uma sofisticação dos anteriores, pois segue o mesmo princípio e é apenas mais completo. Por exempo: se você tiver duas Pick ups (toca disco) poderá fazer transições ou misturas de sons e músicas de um disco de vinil para o outro, o mesmo ocorre para as outras mídias (cd, k7, md, etc). A configuração abaixo é a que mais facilita a vida do programador e a que oferece o maior número de possibilidades de mídias e transições de áudio:
Ao adquirir um mixer ou mesa de som, deve-se prestar atenção se o equipamento possui um número suficiente de entradas para se ligarem os equipamentos necessários, inclusive, mais de um microfone. Também é bom ter entradas reservas, prevendo futuras instalações. Fique atento quanto as diferenças entre entrada e saída de áudio, entre saída de sinal (para ligar à mesa ou transmissor), saída de potência (geralmente para caixas acústicas), impedâncias de entrada e saída e tipos de conexão (existem vários tipos de conectores de áudio, use os que forem compatíveis com os seus equipamentos) para não danificar nenhum aparelho. Preste atenção também nas tensões de trabalho dos aparelhos (110V ou 220V) antes de ligá-los. Procure escolher a antena que melhor se adapte as suas necessidades e coloque-a em um lugar alto, em uma torre ou morro, para que seu sinal chegue mais longe.
Junto com o equipamento, a próxima decisão será o pessoal que vai ser envolvido na estação montada. É necessário envolver outras pessoas no projeto, o que é extremamente interessante: operar uma estação de Rádio-Livre. A rádio tem necessidade de ser representante da comunidade a que está inserida. Deve-se considerar a maneira que vai organizar seu grupo, começando por reuniões regulares e discutindo que tipo de estação se quer. Também é importante delegar funções a indivíduos capacitados, como: providenciar equipamentos, levantar renda, recrutar voluntários e sempre precisará de alguém com um forte conhecimento técnico para montar o equipamento. Quando for ao ar, todos podem exercer funções de programadores e locutores, sendo responsáveis pela programação diária, enquanto a estação estiver no ar. Isto aliviaria a pessoa de assumir sozinho o volumoso trabalho de preenchimento dos horários vazios, além de expor idéias plurais. O próximo passo importante é escolher a localização no dial, na qual irá seu sinal de radiodifusão. Isto será relacionado à área que você deseja servir. A primeira regra do rádio é a altura ideal para efetivar um maior alcance de radiodifusão. Assim, quando você está escolhendo seu transmissor e localização de estúdio, a altura é o fator mais importante, assim escolha um bloco de torre ou uma área montanhosa. Se isto não é possível, improvise usando um mastro alto para a antena (pelo menos, 45 metros) em cima de qualquer edifício. Escolham em coletivo um nome para a estação. Antes de entrar pela primeira vez no ar, deverá ser efetuada uma campanha esclarecedora junto aos potenciais ouvintes. Apresente sempre a rádio e onde pode ser achada na faixa de FM.

Rádio-Livre e suas características

Na montagem de uma estação de Rádio-Livre a parte mais agradável é o momento em que ela vai ao ar pela primeira vez, geralmente com um zumbido ainda não equalizado. É diferente das outras estações de rádio, já que há certa excitação, pois todos são surpreendidos pelo fato de conseguir levar ao ar música e serviço muito diferentes das propostas já estabelecidas, geralmente por rádios profissionais, as quais objetivam lucro com a programação. Aqui cabe uma questão: “Você ouve o que gosta”? Talvez a melhor pergunta seja: “O que você ouve é você quem decide”?
A Mídia historicamente sempre teve um papel de ferramenta de construção histórica, uma vez que, através de articulações sutis e muito bem intencionadas, manipula multidões em torno de interesses diversos. Desde governos ditatoriais populistas às histórias construídas por “quem venceu a guerra”, não nos faltam exemplos de inúmeros momentos em que a voz da minoria foi apagada em nome de uma ideologia dominante, como se não houvesse mais a necessidade de discussão perante uma verdade oficial. Em tempos neo-liberais, quem dita tal verdade é o capital. E seu interesse é óbvio e claro: o lucro. Logo, a arte se mercantiliza para atender à suposta demanda do capital. É o disco mais vendido que interessa, mesmo que para vender precise ter um conteúdo preconceituoso ou sexualmente apelativo, enfim, qualquer coisa que chame a atenção da mídia para que esta se encarregue de obter seu lucro através da exposição massificante de tais ícones, “pop”. O ouvinte, por encontrar somente este modelo praticamente em todas as rádios, acredita que são as únicas músicas que prestam, ignorando as que não fazem parte do circuito comercial. É neste momento que ele troca sua cultura (seu elo de identidade própria) por uma mercadoria que tem curta duração (que “enjoam” depois de um certo tempo, devido à repetição massificante feita pelas emissoras de rádio comerciais) e logo, é substituída por outra que se define como novidade, mas que, na estrutura, é idêntica a todo modelo ditado pela moda, dos grupos de pagode que deturpam o sentido original do samba às duplas de cantores que trocam sua essência caipira por uma falsa identidade “texana”. A privatização lenta, mas eficaz, da cidadania: educação, saúde, cultura e habitação não são mais seu direito, mas estão intimamente ligados a quanto você pode pagar por eles. E, se tratando do Brasil, o problema é ainda mais sério, não só por ser um país com uma das mais gritantes desigualdades econômicas e sociais, mas também é extremamente grave vender a toda uma população uma cultura que não os representa e, através dela, seu público alvo deixa de ter seu caráter próprio para se tornar uma massa uniforme de consumo, que exclui o diferente.
É preciso inverter o papel da mídia, trazendo às estações de rádio músicas com valores mais legítimos culturalmente. Informações jornalísticas imparciais que promovam o debate e a reflexão crítica, sem censura de qualquer caráter, seja ele político, econômico ou de qualquer outro formato. Que a música venha a se tornar arte novamente. Que a voz de cada uma das minorias também tenham o seu espaço, mesmo que não agrade a todos. Até porque, o que agrada a maioria já é representado em todas as estações, o que falta é espaço para todas as minorias - então não ache estranho sua programação "não entrar no Ibope". É nesta proposta que se insere a Rádio Livre. Sim, Livre e não “pirata”, já que pirata é aquele que quer "obter o ouro" dos outros. Sem fins lucrativos, buscam democratizar as propostas de rádio no ar, não com a intenção de fazer melhor que as outras, porque na verdade nem estamos na mesma direção que elas.

Fontes de Pesquisa:

  • Rádio Muda FM Livre
  • Projeto OBORÉ).

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